INDICAÇÃO GEOGRÁFICA CANASTRA E A DIMENSÃO DA EDUCAÇÃO, ENSINO E APRENDIZAGEM
O capítulo analisa a Indicação Geográfica (IG) do Queijo Canastra como vetor estruturante de práticas educacionais contextualizadas, articulando território, cultura e desenvolvimento sustentável. Parte da premissa de que a educação, compreendida em sua dimensão formal e não formal, constitui instrumento estratégico para a preservação de saberes tradicionais e para o fortalecimento do pertencimento territorial, especialmente em regiões rurais marcadas por desafios como o êxodo juvenil. Fundamentado nos quatro pilares da educação propostos por Jacques Delors - aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser - o texto evidencia o potencial interdisciplinar das IGs, destacando sua inserção transversal nas áreas previstas pela Base Nacional Comum Curricular. A IG é apresentada não apenas como mecanismo de proteção jurídica, mas como recurso pedagógico capaz de integrar conhecimentos históricos, geográficos, científicos, econômicos e culturais, promovendo metodologias ativas, como a abordagem STEAM, e estratégias de motivação alinhadas à realidade local. O capítulo também enfatiza a relevância do turismo pedagógico e da educação cooperativista como instrumentos de valorização das cadeias produtivas regionais. Nesse contexto, o estudo de caso do Instituto Ellos de Educação, em São Roque de Minas, exemplifica uma proposta formativa ancorada na identidade territorial, na agroeconomia e no protagonismo juvenil, integrando saberes comunitários e ensino formal. A articulação entre IG, educação e políticas públicas constitui estratégia fundamental para a formação de sujeitos críticos e comprometidos com o desenvolvimento territorial, consolidando a escola como espaço de transformação social e cultural.
INDICAÇÃO GEOGRÁFICA CANASTRA E A DIMENSÃO DA EDUCAÇÃO, ENSINO E APRENDIZAGEM
-
DOI: 10.37572/EdArt_2303268578
-
Palavras-chave: Pertencimento territorial; Metodologias ativas; Protagonismo juvenil; Turismo pedagógico.
-
Keywords: Territorial belonging; Active methodologies; Youth protagonism; Pedagogical tourism.
-
Abstract:
This chapter examines the Geographical Indication (GI) of Queijo Canastra as a structuring vector for contextualized educational practices, connecting territory, culture, and sustainable development. It is grounded in the premise that education—understood in both its formal and non-formal dimensions—constitutes a strategic instrument for preserving traditional knowledge and strengthening territorial belonging, particularly in rural regions affected by challenges such as youth outmigration. Based on the four pillars of education proposed by Jacques Delors - learning to know, to do, to live together, and to be - the chapter highlights the interdisciplinary potential of GIs and their transversal integration across curricular areas established by Brazil’s national educational guidelines. The GI is presented not merely as a legal protection mechanism, but as a pedagogical resource capable of integrating historical, geographical, scientific, economic, and cultural knowledge. Emphasis is placed on active learning methodologies, including the STEAM approach, as well as motivational strategies aligned with local realities. The chapter also underscores the relevance of pedagogical tourism and cooperative education as instruments for valuing regional production chains. In this context, the case study of the Instituto Ellos de Educação, located in São Roque de Minas, exemplifies a formative proposal anchored in territorial identity, agroeconomy, and youth protagonism, integrating community knowledge with formal schooling. The articulation between GI, education, and public policies emerges as a fundamental strategy for fostering critical and socially engaged subjects, consolidating the school as a space for social and cultural transformation.
-
Número de páginas: 13
- Rubmara Ketzer Oliveira
- Anderson Victor dos Santos
- Gustavo Verruma Bernardi
- Rosebelly Nunes Marques