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capa do ebook DESENVOLVIMENTO DE PURURUCA DE PELE DE PINTADO AMAZÔNICO (P. corruscans X L. marmoratus)

DESENVOLVIMENTO DE PURURUCA DE PELE DE PINTADO AMAZÔNICO (P. corruscans X L. marmoratus)

Levando em consideração que o consumidor vem buscando nos últimos anos praticidade aliada a inovação, a indústria se vê em um momento crucial, onde a criação de novos produtos é essencial para suprir a demanda da sociedade. O aproveitamento da pele do pintado amazônico se mostra bastante interessante para aplicação de tecnologias que possam agregar valor ao pescado, aproveitando o que seria descartado e, consequentemente, tornando-o mais rentável ao industrial e atrativo ao consumidor, e que ao mesmo tempo também contribuam para diminuir o volume de descargas de efluentes industriais, deve ser priorizada, estudada, incentivada e implantada por governos e indústrias que tiverem real interesse em fortalecer não somente sua cadeia produtiva pesqueira, mas o meio ambiente como um todo. O presente trabalho teve como objetivo elaborar um protocolo de fabricação de pele salgada seca de pirarucu tipo pururuca, elaborar um protocolo de fabricação de pele salgada seca de pintado amazônico tipo pururuca, realizar análises microbiológicas para determinar as condições higiênico-sanitárias e para determinar o prazo comercial do produto. O produto foi elaborado a partir das peles limpas do pintado amazônico (P. corruscans X L. marmoratus) e passou pelas etapas de salga seca, secagem e fritura. Foi armazenado em embalagens plásticas e armazenado em refrigeração até o momento das análises microbiológicas. As análises microbiológicas foram realizadas em triplicata e para o prazo comercial foram executadas em 11 dias consecutivos. Em relação aos parâmetros higiênico-sanitários o produto não apresentou desenvolvimento de Escherichia coli, bactéria indicativa de falhas higiênicas, e de estafilococos coagulase positiva, bactéria causadora de intoxicações alimentares, entretanto em duas das três amostras houve presença de Salmonella spp., inviabilizando o consumo. A presença dessa bactéria pode ter sido proveniente da matéria prima utilizada, sendo necessário análises prévias antes da execução do produto. Quanto ao prazo comercial foram realizadas as análises de quantificação de bactérias heterotróficas aeróbias mesófilas, halófilas e bolores e leveduras, que não apresentam padrão na Legislação vigente mas quando comparadas com pesquisas em produtos de pescados secos apresentaram contagens semelhantes. Os resultados também foram comparados com o determinado pela International Commission on Microbiological Specifications for Foods, permitindo determinar a vida de prateleira do produto. Assim, é possível concluir que a elaboração do produto pururca de peixe é uma alternativa inovadora para utilização de partes não convencionais de peixes, apresenta um prazo comercial de pelo menos 11 dias armazenado em embalagem plástica em refrigeração, torna-se necessária mais pesquisas com o produto buscando aperfeiçoamento da técnica para viabilidade comercial.

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DESENVOLVIMENTO DE PURURUCA DE PELE DE PINTADO AMAZÔNICO (P. corruscans X L. marmoratus)

  • DOI: 10.37572/EdArt_1710239414

  • Palavras-chave: Inovação. Pirarucu. Pintado amazônico. Pururuca.

  • Keywords: Inovação. Pirarucu. Pintado amazônico. Pururuca.

  • Abstract:

    Levando em consideração que o consumidor vem buscando nos últimos anos praticidade aliada a inovação, a indústria se vê em um momento crucial, onde a criação de novos produtos é essencial para suprir a demanda da sociedade. O aproveitamento da pele do pintado amazônico se mostra bastante interessante para aplicação de tecnologias que possam agregar valor ao pescado, aproveitando o que seria descartado e, consequentemente, tornando-o mais rentável ao industrial e atrativo ao consumidor, e que ao mesmo tempo também contribuam para diminuir o volume de descargas de efluentes industriais, deve ser priorizada, estudada, incentivada e implantada por governos e indústrias que tiverem real interesse em fortalecer não somente sua cadeia produtiva pesqueira, mas o meio ambiente como um todo. O presente trabalho teve como objetivo elaborar um protocolo de fabricação de pele salgada seca de pirarucu tipo pururuca, elaborar um protocolo de fabricação de pele salgada seca de pintado amazônico tipo pururuca, realizar análises microbiológicas para determinar as condições higiênico-sanitárias e para determinar o prazo comercial do produto. O produto foi elaborado a partir das peles limpas do pintado amazônico (P. corruscans X L. marmoratus) e passou pelas etapas de salga seca, secagem e fritura. Foi armazenado em embalagens plásticas e armazenado em refrigeração até o momento das análises microbiológicas. As análises microbiológicas foram realizadas em triplicata e para o prazo comercial foram executadas em 11 dias consecutivos. Em relação aos parâmetros higiênico-sanitários o produto não apresentou desenvolvimento de Escherichia coli, bactéria indicativa de falhas higiênicas, e de estafilococos coagulase positiva, bactéria causadora de intoxicações alimentares, entretanto em duas das três amostras houve presença de Salmonella spp., inviabilizando o consumo. A presença dessa bactéria pode ter sido proveniente da matéria prima utilizada, sendo necessário análises prévias antes da execução do produto. Quanto ao prazo comercial foram realizadas as análises de quantificação de bactérias heterotróficas aeróbias mesófilas, halófilas e bolores e leveduras, que não apresentam padrão na Legislação vigente mas quando comparadas com pesquisas em produtos de pescados secos apresentaram contagens semelhantes. Os resultados também foram comparados com o determinado pela International Commission on Microbiological Specifications for Foods, permitindo determinar a vida de prateleira do produto. Assim, é possível concluir que a elaboração do produto pururca de peixe é uma alternativa inovadora para utilização de partes não convencionais de peixes, apresenta um prazo comercial de pelo menos 11 dias armazenado em embalagem plástica em refrigeração, torna-se necessária mais pesquisas com o produto buscando aperfeiçoamento da técnica para viabilidade comercial.

  • Número de páginas: 5

  • Marilu Lanzarin