AVANÇOS REGULATÓRIOS PARA O CONTROLE DE MICROPLÁSTICOS EM ÁGUA POTÁVEL
É amplamente reconhecida a crescente demanda hídrica global e o agravamento da saúde dos recursos hídricos e, por conseguinte, dos humanos, em especial por poluentes emergentes como os microplásticos. Essa pesquisa analisou a presença de microplásticos em águas potáveis por meio de revisão bibliográfica e pesquisa documental, com análise das perspectivas regulatórias voltadas à redução dessa contaminação. A revisão foi realizada em Google Acadêmico, Pubmed, SciELO, Science Direct e Web of Science, de 2015 a 2025. A pesquisa documental foi realizada por meio da do banco de dados de políticas do portal Plastics Policy, da Duke University. As partículas plásticas, fabricadas para propósitos específicos, como microesferas adicionadas em produtos de higiene, ou provenientes da degradação de plásticos no ambiente, representam um risco à saúde humana, podendo causar efeitos adversos como inflamação e danos celulares, sendo o consumo de água é uma rota relevante de exposição humana a esses contaminantes. A revisão de literatura englobou 39 estudos, que revelam a presença global de microplásticos em águas potáveis, com concentrações médias variando entre 0,174 e 1.776 partículas por litro. O levantamento normativo registrou que apenas a Califórnia e a União Europeia possuem regulamentações específicas sobre microplásticos em águas destinadas ao consumo humano, com diferenças relevantes em sua aplicação. A Califórnia adotou uma abordagem direta, iniciando um programa de monitoramento de microplásticos, enquanto a União Europeia incluiu os microplásticos em uma política mais abrangente de segurança hídrica, englobando outros contaminantes emergentes. No Brasil, os estudos são raros até o momento, com uma lacuna relevante no conhecimento sobre a contaminação por microplásticos nas águas distribuídas à população. Ainda se tem a necessidade de padronização metodológica, ampliação de pesquisas nacionais e desenvolvimento de uma normativa brasileira. Diretrizes iniciais para elaboração de norma brasileira sobre microplásticos em águas potáveis foram apresentadas em outra publicação derivada dessa.
AVANÇOS REGULATÓRIOS PARA O CONTROLE DE MICROPLÁSTICOS EM ÁGUA POTÁVEL
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DOI: 10.37572/EdArt_2506260485
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Palavras-chave: poluição plástica; contaminação hídrica; diretrizes; Brasil.
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Keywords: plastic pollution; water contamination; guidelines; Brazil.
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Abstract:
The growing global demand for water and the deterioration of water resources, and consequently human health, are recognized challenges, particularly due to emerging pollutants such as microplastics. This study analyzed the presence of microplastics in drinking water through a literature review and documentary research, including an assessment of regulatory approaches aimed at reducing such contamination. The literature review was conducted using Google Scholar, PubMed, SciELO, ScienceDirect, and Web of Science databases, covering the period from 2015 to 2025. Documentary research was carried out using the policy database available on the Plastics Policy portal of Duke University. Plastic particles, whether intentionally manufactured for specific purposes, such as microbeads added to personal care products, or generated through the degradation of plastics in the environment, pose potential risks to human health and may cause adverse effects, including inflammation and cellular damage. Water consumption is considered a relevant route of human exposure to these contaminants. The literature review included 39 studies, which revealed the global occurrence of microplastics in drinking water, with average concentrations ranging from 0.174 to 1,776 particles per liter. The regulatory survey found that only California and the European Union have specific regulations addressing microplastics in water intended for human consumption, with significant differences in their implementation. California adopted a direct approach by establishing a microplastics monitoring program, whereas the European Union incorporated microplastics into a broader water safety policy that also addresses other emerging contaminants. In Brazil, studies on this topic remain scarce, highlighting a significant knowledge gap regarding microplastic contamination in water supplied to the population. There is still a need for methodological standardization, expansion of national research efforts, and the development of specific Brazilian regulations. Initial guidelines for the development of a Brazilian standard on microplastics in drinking water were presented in another publication derived from this research.
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Número de páginas: 17
- Luiz Gustavo Haisi Mandalho
- Claudia Padovesi Fonseca