A HISTORICAL VIEW OF SIGNS AND SIGN LANGUAGES AS A POTENTIAL FOR SECRET COMMUNICATION IN TWO WORLDS: IN OTTOMAN COURTS AND CATHOLIC RELIGIOUS ORDERS
A Biblioteca Duque Augusto, em Wolfenbüttel, Alemanha, preserva um manuscrito franco-turco de 1679 com um título intrigante, em tradução livre: “Cartas silenciosas, ou um método de fazer amor na Turquia sem saber ler ou escrever”. Em uma seção explicativa, o autor detalha o sistema turco de envio das chamadas mensagens “Selam”, codificadas segundo um sistema bem definido. Esse manuscrito foi utilizado na publicação de uma novela de 1688, Histoire Galante, na qual tais trocas permitiam que dois jovens amantes reatassem uma relação no harém, onde o acesso era proibido aos homens. Por fim, eles recorrem à língua de sinais que era de uso geral entre os criados surdos-mudos dos sultões. O episódio conduz a uma discussão sobre o desenvolvimento da língua de sinais nas cortes otomanas, onde também era utilizada para fins criptológicos. Uma visão contrastiva apresenta o desenvolvimento dos sinais e das línguas de sinais em mosteiros franceses e da Europa Central a partir dos séculos XI/XII. Por volta de 1600, essas primeiras línguas de sinais levaram à criação de formas de comunicação sinalizada com membros surdos-mudos da nobreza espanhola; tais sistemas acabaram formando a base da instrução moderna para surdos-mudos. Um sistema fechado de comunicação tornou-se, assim, um método de troca que abriu o mundo para homens e mulheres nascidos sem audição.
A HISTORICAL VIEW OF SIGNS AND SIGN LANGUAGES AS A POTENTIAL FOR SECRET COMMUNICATION IN TWO WORLDS: IN OTTOMAN COURTS AND CATHOLIC RELIGIOUS ORDERS
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DOI: 10.37572/EdArt_29062606211
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Palavras-chave: Criptologia histórica; Língua de sinais; Corte otomana; Mensagens Selam; Comunicação secreta.
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Keywords: Historical Cryptology; Sign Language; Ottoman Court; Selam Messages; Secret Communication.
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Abstract:
The Duke August Library in Wolfenbüttel, Germany, preserves a 1679 French-Turkish manuscript with an intriguing (translated) title: “Silent Letters, or a Method of Making Love in Turkey without Knowing How to Read or Write.“ In an explanatory section the author details the Turkish system of sending so-called “Selam”-messages, encoded according to a well-defined system. This manuscript was used in the publication of a 1688 novelette, Histoire Galante, where such exchanges enabled two young lovers to rekindle a relationship in the harem where access was forbidden to men. They finally resort to the sign language that was in general use among the Sultans’ deaf-mute servants. The episode leads to a discussion of the development of sign language at the Ottoman courts, which was also used for cryptological purposes. A contrasting overview shows the development of signs and sign languages in French and central European monasteries from the 11th/12th centuries onwards. Around 1600, these early sign languages led to the creation of signed communication with deaf-mute members of the Spanish nobility; such systems ultimately formed the core of modern instruction for the deaf-mute: A closed system of communication had become a method of exchange that opened up the world to men and women born without hearing.
- Gerhard Friedrich Strasser